O secretário-geral da CGTP prestou na quinta-feira solidariedade aos cantoneiros de Lisboa em greve, sustentando que o serviço público de recolha do lixo e o emprego dos trabalhadores podem estar em causa com a descentralização de competências.

Arménio Carlos disse à agência Lusa que, «acima de tudo», foi prestar «solidariedade aos trabalhadores em luta», com o intuito de «defender o vínculo público» dos funcionários e o serviço público, que, em seu entender, podem estar em causa com a «descentralização dos serviços para as juntas de freguesia», que «não estão preparadas para responder» a tarefas como a recolha do lixo.

O líder da CGTP deslocou-se na quinta-feira à noite à garagem dos Olivais, de onde partem os carros de recolha do lixo da capital.

Os cantoneiros de Lisboa estão em greve, desde terça-feira e até 5 de janeiro, em protesto contra a transferência de competências da Câmara para as juntas de freguesia, nomeadamente a limpeza e recolha de lixo.

Por indicação do tribunal arbitral, a recolha faz-se com serviços mínimos.

Em solidariedade com os cantoneiros, os restantes trabalhadores do município de Lisboa fizeram na quinta-feira greve, que, de acordo com a autarquia, registou uma adesão de cerca de 14 por cento.

Arménio Carlos elogiou que «trabalhadores tenham paralisado» em apoio com os cantoneiros, desvalorizando, contudo, os números.

Confrontado com a quantidade de lixo que se amontoa nas ruas, o secretário-geral da CGTP apelou ao executivo da Câmara de Lisboa para que «procure encontrar uma solução adequada tão breve quanto possível», para o conflito laboral, porque «a defesa do serviço público é também a defesa da imagem da cidade».