O provedor do cliente das agências de viagens e turismo, Vera Jardim, recebeu mais de 40 reclamações sobre empresas que operam na Internet sem qualquer identificação legal. Por esse motivo, as queixas relativas essas entidades ficam sem efeito e não podem ser analisadas também pelo Turismo de Portugal.

Para ser considerada legal as agências de viagens devem ser sócias da APAVT - Associação Portuguesa dos Agentes de Viagens e Turismo, representante de 90% do setor.

«Há uma tendência naturalíssima das pessoas em procurarem preços mais baixos para terem a possibilidade de fazer viagens», disse. O provedor falava numa conferência de imprensa realizada em Lisboa e deixou o alerta: essas «agências na internet não têm os mesmos gastos e garantias das outras». Estas empresas muitas vezes «não são sequer identificáveis quanto à sua localização, atividade ou historial», continuou o provedor.

Em 2013 foram realizadas 92 queixas com este problema. «Neste ano, no que posso identificar como um quarto do ano turístico que já decorreu, pelo que o grosso das queixas vem ainda a caminho, recebemos 41».

O provedor do cliente elogiou ainda um estudo divulgado esta semana pela Deco, que concluiu que duas agências de viagens online davam informações enganosas aos seus clientes. «Não conheço ainda o estudo, mas pretendo reunir-me com a Deco para conhecer melhor o seu conteúdo», informou.

Até ao final de junho, tinham sido entregues 252 reclamações ao provedor do cliente.