O discurso da convidada Mariana Mortágua na rentrée política do PS, durante o fim-de-semana, e os aplausos que recebeu dos socialistas têm feito correr tinta nas redes sociais e nas colunas de opinião dos jornais. Sobretudo por causa de uma frase que proferiu: "A primeira coisa que acho que temos de fazer é perder a vergonha de ir buscar dinheiro a quem está a acumular dinheiro". A propósito do novo imposto que anunciou na semana passada, a deputada do Bloco de Esquerda desafiou o Partido Socialista a ser uma alternativa ao capitalismo. Vem agora explicar, no Twitter, o que quis dizer com aquelas duas dezenas de palavras, defendendo-se, ao mesmo tempo, das críticas.

Usando a rede social dos 140 caracteres - e sem ter feito qualquer referência ao assunto no seu Facebook - começa com dois exemplos ilustrativos para fazer uma distinção entre riqueza acumulada e acumulação de poupanças: "Ricardo Salgado-riqueza acumulada. Trabalhador de banco-poupança. Diferença? O segundo já paga muitos impostos e o primeiro não".

 Depois, explica o que é, no seu entender, taxar riqueza acumulada e o porquê de ir buscar esse dinheiro, canalizando-o para quem realmente precisa:

 

O tweet mais direto para os críticos acusa-os de terem distorcido as suas palavras e, em maiúsculas, diz com um "não" redondo que taxar riqueza acumulada não é taxar poupança.

À direita, um coro de críticas ao discurso de Mortágua e à receptividade que ele teve no PS, com os aplausos que recebeu depois de falar na rentrée política do partido. O CDS desafiou os socialistas a esclarecerem se vão "perder a vergonha" como a deputada do Bloco pediu. Para o PSD, a deputada já é mesmo ministra das Finanças.