A FNAC Portugal tem como objetivo abrir "pelo menos" mais cinco lojas em capitais de distrito no mercado português nos próximos dois anos, num investimento que rondará, "no mínimo", cinco milhões de euros,.

"Nos últimos dois anos, quando abrimos cinco lojas de proximidade [novo conceito de lojas, com menor dimensão] investimos cinco milhões de euros no total", adiantou Cláudia Almeida e Silva, num encontro com jornalistas.

A retalhista está presente "em oito capitais de distrito", mas espera "abrir, pelo menos, mais cinco lojas" nas capitais de distrito até 2018, cita a Lusa.

"Estamos em menos de metade das capitais de distrito e decidimos que temos de estar em mais. Ainda estão a ser estudadas quais as melhores localizações".

Cláudia Almeida e Silva sublinhou que sempre que a FNAC abre uma loja numa nova zona "as vendas 'online' aumentam" nessa área.

As cinco lojas de proximidade abertas em 2013 e 2014 - nas Amoreiras (Lisboa), Aeroporto de Lisboa, em Setúbal, Faro e Oeiras - "já representam 10%" da faturação.

Aeroporto Sá Carneiro é possibilidade

Questionada sobre a possibilidade de abrir uma loja no aeroporto do Porto, a presidente executiva admitiu essa eventualidade.

Já sobre franquiar lojas, também é uma hipótese em cima da mesa. "Vamos continuar a investir" em Portugal, "reforçar o nosso 'footprint' [pegada] com este novo formato de loja [de proximidade], investindo muito na convergência de canais", afirmou, acrescentando ainda a aposta em novos modelos de serviço, onde se inclui a 'expert zone' - "palco para o cliente vir experimentar a nova tecnologia".

A FNAC Portugal pretende ainda diversificar novas categorias de produtos, área cujo peso atual nas vendas é de 6% e que a gestora espera "mais do que duplicar nos próximos anos". A aposta passará pelo reforço da aposta nos jogos e brinquedos, pequenos eletrodomésticos com ‘design’ e desporto.

Três anos a aumentar as vendas

Apesar da crise, a FNAC Portugal conseguiu contornar os constrangimentos e em 2015 registou o seu "terceiro ano de crescimento de vendas", embora não tenha revelado os números.

Após a entrada da 'troika' em Portugal, a empresa delineou em 2012 um plano assente em três eixos: diversificação do negócio, formatos de lojas e desenvolvimento do canal 'online'.

"Os eixos que lançamos em 2012 contribuíram para o crescimento" da FNAC Portugal, disse, acrescentando que a retalhista incluiu as categorias de papelaria ou de instrumentos musicais nas suas lojas, algo que não existia em 2011.

"Fomos muito assertivos", considerou, salientando que a categoria dos instrumentos musicais e vinil representa atualmente "17% das vendas de música, o que compensou a queda natural do disco físico".

Também "lançámos a marca FNAC KIDS, que já vale tanto na FNAC como a secção de música", acrescentou.

A área dos objetos conectados (Internet das coisas) foi também uma das apostas da retalhista de origem francesa, categoria onde a empresa vai "investir bastante", já que "tem uma representatividade importante".

O site

Quanto à página da Internet da FNAC Portugal, Cláudia Almeida e Silva disse que a empresa tem um tráfego de "47 milhões de visitantes" por ano.

O 'site' da FNAC tem mais de milhão de referências e junta na sua plataforma eletrónica ('marketplace') um conjunto de vendedores profissionais, podendo o cliente comprar vários tipos de produtos, como um frigorífico, por exemplo.

"Neste Natal já vendemos máquinas de lavar a roupa", apontou a presidente executiva, referindo que "metade dos clientes novos que se registou no 'site' veio através do 'marketplace'".

A área de comércio eletrónico da FNAC Portugal, que há cerca de cinco anos representava 5% das vendas totais, hoje em dia pesa 11%, enquanto as vendas através do canal 'mobile' (móvel) "têm duplicado todos os meses" desde que foi lançado, em outubro passado, adiantou.

Cláudia Almeida e Silva adiantou ainda que quase um terço (30%) das encomendas feitas 'online' são levantadas nas lojas FNAC Portugal.