As 100 maiores empresas de produtos de luxo venderam quase 200.000 milhões de euros no ano fiscal terminado em junho de 2014, um aumento de 8,2% face ao período homólogo, conclui a consultora Deloitte num estudo divulgado hoje.

Das 98 empresas de produtos de luxo do top 100 que reportaram as vendas relativas a 2012 e 2013, 72% registaram um aumento em 2013, quando a média de receitas por empresa rondou os 1.900 milhões de dólares.

“Só o top 10 concentra cerca de 48,9% do total das vendas da indústria” de luxo, de acordo com o estudo anual ‘Global Powers of Luxury’ da Deloite.


A Deloitte conclui, com este estudo que analisa a indústria (e o consumidor) do luxo, que a francesa LVMH Moët Hennessy - Louis Vuitton SA (que integra, além da Louis Vitton, marcas como a Fendi, Bulgari, Marc Jacobs ou TAG Heuer) lidera o top 100 das maiores empresas de produtos de luxo, com vendas de quase 20.000 milhões de euros.

Em segundo lugar surge a suíça Compagnie Financiere Richemont SA (que engloba marcas como a Cartier ou a Chloé), com 11.900 milhões de euros, e em terceiro a americana The Estée Lauder Companies Inc (que além da Estée Lauder, representa a M.A.C., Aramis ou a Clinique), com 9.700 milhões de euros.

Luís Belo, líder da indústria de Consumer Business da Deloitte, alerta que “alguns aspetos chave da indústria do luxo ficarão irreconhecíveis nos próximos anos”, uma vez que “o típico consumidor de luxo que viaja irá alterar o conceito de fronteiras nacionais, os consumidores ‘millennials’ vão representar uma percentagem significativa do volume de vendas de produtos de luxo e as forças competitivas derivadas da tecnologia vão continuar a transformar o setor a um ritmo mais elevado”.


Como tal, defende o ‘partner’ da Deloitte, as marcas de luxo globais “têm de superar os desafios para maximizar a relação com os seus consumidores aficionados pelo digital, sensíveis ao tempo e socialmente conscientes ou arriscam-se a ficar para trás”.