O arresto de bens dos hotéis Tivoli foi levantado pela Justiça, disse à Lusa Luís Trindade, da Comissão de Trabalhadores (CT), citando um comunicado interno da empresa.

O levantamento do arresto dos bens, que permite avançar com o processo da venda, fora já noticiado pelo Jornal de Negócios na tarde de hoje e era algo que a CT esperava até final do ano.

“Os arrestos sobre os imóveis Tivoli, amplamente noticiados pelos media, foram levantados e as homologações dos Planos de Recuperação das sociedades em PER - Hotéis Tivoli, SA e Marinotéis, SA -, transitaram em julgado", diz o comunicado interno, citado pelo Negócios, que acrescenta: “Podemos, a partir de agora, concentrar toda a nossa atenção na preparação do fecho da transação, que deverá ocorrer no início de 2016".

No comunicado a administração afirma-se satisfeita, o mesmo acontecendo com a CT, nas palavras de Luís Trindade.

“A CT vê com agrado a situação. A empresa não se podia financiar. O bom é que o turismo tem crescido, mas sem isso teríamos mais problemas, ainda que até agora a empresa sempre tenha cumprido para com os trabalhadores”, disse aquele responsável.


O levantamento do arresto (anunciado em maio) permite a concretização da venda da empresa (que fazia parte do grupo Espírito Santo) ao grupo tailandês Minor, acordada antes da falência.

Em novembro passado, a Caixa Económica do Montepio Geral (CEMG)já tinha anunciado que concluiu um acordo com a Minor Hotel Group que irá viabilizar o investimento superior a 50 milhões de euros nos hotéis Tivoli, contribuindo para a manutenção de 1.000 empregos.

"A Caixa Económica do Montepio Geral concluiu um acordo com a Minor Hotel Group que permitirá viabilizar o investimento superior a 50 milhões de euros realizado por aquela cadeia hoteleira em Portugal, no âmbito do Plano de Revitalização dos Hotéis Tivoli", dizia um comunicado.

Os trabalhadores da Tivoli Hotels & Resorts também já tinham entregado uma petição no Tribunal da Relação de Lisboa a pedir a “urgente” conclusão dos Processos Especiais de Revitalização que estavam em curso desde finais do ano passado.