O Banco de Portugal recebeu sete propostas não-vinculativas para aquisição do Novo Banco, revelou esta quarta-feira o governador Carlos Costa, na comissão parlamentar de inquérito ao Banco Espírito Santo e ao Grupo Espírito Santo. Os interessados são de «várias geografias» e não apenas duas, como foi noticiado, adiantou.

O processo de venda está a decorrer «favoravelmente». É um «processo aberto, transparente, não discriminatório e competitivo».


Está, portanto, a decorrer de acordo com as expectativas.

No final da primeira ronda, em resposta ao deputado do PSD Jorge Paulo Oliveira, Carlos Costa recusou dizer quais são, ao certo, as entidades que submeteram propostas não vinculativas. 

«Não posso dizer-lhe quais são as entidades, porque isso vai contra as regras do jogo. Posso dizer que são entidades que enriquecerão o sistema financeiro português e que, da sua idoneidade e da sua capacidade, penso que sistema financeiro português fica beneficiado»

«Há várias geografias e não apenas duas como foi noticiado» 


O Banco de Portugal encontra-se, atualmente, «a analisar estas propostas e selecionará número restrito dos atuais potenciais compradores», explicou Carlos Costa. A fase seguinte é a das propostas vinculativas.

O prazo dado pelo Banco de Portugal para a apresentação de ofertas expirou na sexta-feira, dia 20 de março.

Santander, Fosun, Apollo, BPI e Anbang Insurance Group foram cinco das entidades que fizeram propostas iniciais, mas há outros dois interessados. 

O objetivo é encontrar um comprador para o Novo Banco até ao Verão.