O total de veículos entregues para abate aumentou 1,7% no ano passado, face a 2012, para 57.780 unidades, consolidando a tendência de subida iniciada há dois anos, divulgou a Valorcar.

Segundo dados da entidade que gere uma rede nacional de 79 centros de abate de veículos em fim de vida (VFV), estes números estão, contudo, ainda «bastante abaixo dos 80 mil VFV que se abatiam quando vigorava o Programa de Incentivo ao Abate», extinto pelo Governo no final de 2010.

Relativamente aos VFV recebidos, mantém-se a tendência de aumento da sua idade média, que é, agora, superior a 19 anos, refletindo «o envelhecimento do parque automóvel nacional».

O Opel Corsa foi o modelo com mais unidades entregues para abate em 2013, representando cerca de 7,1% do volume total de VFV.

De acordo com a Valorcar, 2013 fica também marcado pelo «melhor resultado de sempre» ao nível do reaproveitamento dos materiais dos VFV, tendo-se atingido uma taxa de reutilização/valorização de 92,7% (tendo por base o peso médio de cada VFV que é reaproveitado).

Depois de entregues para abate, os VFV são despoluídos e desmantelados com vista à reutilização de diversas peças (como motores e portas) e à reciclagem de inúmeros materiais.

Os metais, que representam cerca de 75% de um VFV, são fundidos e posteriormente utilizados, por exemplo, no fabrico de vigas para a construção civil, enquanto a borracha dos pneus é usada em pavimentos para parques infantis ou relvados sintéticos, os plásticos são transformados em vasos para plantas ou mobiliário urbano (como bancos de jardim ou passadeiras de praia) e os vidros são reaproveitados na indústria cerâmica.

Gratuita, a entrega de um VFV num centro de abate é a única forma de o proprietário deixar de pagar o Imposto Único de Circulação (IUC), assegurando que os respetivos registos de propriedade e matrícula serão cancelados, além de garantir um tratamento ambientalmente adequado para o veículo.

A Valorcar é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que gere uma rede nacional de centros de abate de VFV atualmente composta por 79 centros licenciados pelo Ministério do Ambiente e distribuídos por todos os distritos do continente (69) e regiões autónomas dos Açores (9) e da Madeira (1).