Santa Maria da Feira vai ter mais de 200 novas vagas de emprego. O autarca Emídio Sousa revelou hoje que novas multinacionais de calçado e relojoaria preparam a sua instalação no concelho.

Uma dessas novas unidades pertence à Magnanni, a empresa com sede em Espanha que fabrica calçado masculino de gama alta e se propõe criar agora no Parque Empresarial de Recuperação de Materiais, em Pigeiros, uma nova fábrica de 10.000 metros quadrados.

O edifício deverá entrar em laboração no período "entre 2018 e 2019", cita a Lusa. A marca propõe-se criar 100 novos postos de trabalho no arranque da sua atividade, embora "com a possibilidade de contratar mais pessoas no futuro".

Já a multinacional suíça Multicuirs, que fabrica alta relojoaria para marcas como a Cartier, deverá ter a sua unidade da Feira a funcionar em 2018 e de início criará 20 empregos, com a possibilidade de "contratar mais 80 pessoas numa etapa posterior" da produção.

A primeira leva de funcionários irá receber formação na Suíça antes de entrar ao serviço na fábrica, que ocupará 12.000 metros quadrados no parque empresarial a Norte do centro de congressos Europarque.

Emídio Sousa realçou que essa área industrial está a ficar especializada nas novas tecnologias, enquanto a zona situada junto à entrada do Europarque se vem consolidando como "um cluster de Saúde", porque, além da clínica de oncologia Lenitudes, também se prepara para acolher a empresa de bioengenharia BoneEasy, que já desenvolve em Ovar enxertos ósseos sob medida e implantes dentários personalizados.

O projeto de construção da nova unidade está em fase de aprovação pela Câmara e envolve 5.000 metros quadrados de terreno.

Como queremos captar investigadores e cérebros para essa zona, também estamos a criar melhores condições para que essas pessoas possam ter os filhos a estudar no local. É por isso que, dentro desse perímetro, está a ser criado um novo colégio privado com uma oferta educativa de grande rigor e exigência".

Para o autarca, são investimentos como estes que vêm contribuindo para a diminuição do desemprego no concelho, onde em 2013 havia mais de 10.600 pessoas sem atividade laboral, o que representava 15,1% da população, e atualmente há 5.500, o que constitui uma taxa de 7,5%.

Esta evolução é absolutamente notável, até porque sempre quisemos baixar o desemprego para uma taxa abaixo dos dois dígitos, mas nunca pensei atingir estes números".

Daí reforçar a sua "convicção de que os investimentos" que a cidade atraiu, "e que entram em fase de construção nos próximos meses vão conduzir, dentro de um a dois anos, a uma situação de pleno emprego no concelho".