As necessidades de financiamento do Estado em 2014 foram revistas em alta, passando de 28,2 para 29,6 mil milhões de euros, refere a nota mensal sobre a dívida pública da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO).

De acordo com a Lusa, citando dados do IGCP (Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública), a UTAO justifica o aumento das necessidades de financiamento do Estado Português, em primeiro lugar, com «a transferência da contribuição sobre o setor bancário de 2013 e 2014 para o Fundo de Resolução no valor de 297 milhões de euros».

«Registou-se uma revisão em alta das necessidades de financiamento do Estado para o ano de 2014», sublinha a UTAO, organismo tutelado pela Assembleia da República, apontando as previsões efetuadas pelo IGCP em agosto.

A justificar o aumento das necessidades financeiras do Estado está também a «disponibilização de 40 milhões de euros para empréstimos a atribuir aos municípios que solicitem apoio financeiro de urgência no âmbito do Fundo de Apoio Municipal (FAM)», bem como «o aumento da previsão dos empréstimos a efetuar à Parups em 27,6 milhões de euros».

«A assunção de passivos e de responsabilidade da EMA – Empresa de Meios Aéreos e dos estabelecimentos fabris do exército (34,2 milhões de euros)» e «o aumento da previsão de recompras de títulos de médio e longo prazo em 2014, nomeadamente da Obrigações do Tesouro com maturidade a Outubro de 2015», terão também, segundo a UTAO, contribuído para o aumento das necessidades do estado.

No âmbito da recompra, a UTAO refere que se registou «uma revisão em baixa das amortizações de títulos de médio e longo prazo em 2015, tendo contribuído para a redução da previsão para as necessidades de financiamento do Estado para 2015 (de 16,2 mil M€ para 15,6 mil M€)».

A UTAO sublinha ainda que «as necessidades de financiamento do Estado em 2014 são financiadas, em parte, pelo uso de depósitos do próprio subsetor, os quais se deverão situar em 9,6 mil milhões de euros no final do ano, representando uma redução de 5,7 mil milhões face a 2013».

«Para 2015, está prevista uma liquidez de 2,5 mil milhões de euros no final do ano, sendo que esta previsão não se alterou de agosto para setembro», conclui a nota mensal da UTAO.