A Universidade Católica considerou hoje que o investimento foi «o dado mais animador» de 2013, tendo crescido 2,7% em termos homólogos, sendo que já não havia uma variação positiva há 21 trimestres.

«O dado mais animador vem do investimento (formação bruta de capital fixo) que cresceu 2,7% em termos homólogos, uma variação positiva que já não se observava há 21 trimestres, ou seja, desde o segundo trimestre de 2008, no início da crise financeira desse verão», lê-se na nota do Núcleo de Estudos de Conjuntura da Economia Portuguesa (NECEP), da Universidade Católica, hoje publicado.

O Instituto Nacional de Estatística confirmou hoje que a recessão em 2013 foi de 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB), mas calcula que o crescimento no quarto trimestre do ano passado foi ligeiramente mais alto que o anteriormente estimado. De acordo com o INE, o crescimento verificado no quarto trimestre de 2013 terá sido de 0,6% quando comparado com o trimestre anterior.

Sublinhando que o investimento foi a componente do PIB em que se registou uma maior variação em cadeia (de +3.4%), os economistas do NECEP indicam que «esta evolução positiva é liderada pelas máquinas e equipamentos (especialmente pelos equipamentos de transporte), continuando-se a observar uma contração da construção, quer em cadeia (-1,7%), quer em termos homólogos (-6,3%)».

Como «motivo de preocupação», os investigadores da Universidade Católica destacam o crescimento do consumo público, de 0,1% em termos homólogos e de 1,2% em cadeia, «um registo que já não se observava desde o final de 2010 e que evidencia o crescimento da despesa pública desde a primavera do ano passado».