Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia reúnem-se, entre hoje e sexta-feira, em Bruxelas, num Conselho Europeu cuja agenda será dominada pela crise migratória e pelas reivindicações do Reino Unido para permanecer na UE. Para já, Bruxelas espera “acordo de princípio” sobre controlo de fronteiras.

Na carta convite para a última cimeira do ano dirigida aos chefes de Estado e de Governo da UE, entre os quais o primeiro-ministro António Costa, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, aponta que os trabalhos começarão hoje à tarde com uma discussão sobre as ações que têm estado a ser levados a cabo e que estão planeadas a nível comunitário para enfrentar a crise migratória.

Os líderes dos 28 terão a oportunidade de apreciar pela primeira vez o pacote de propostas apresentado na terça-feira pela Comissão Europeia, que inclui a criação de uma nova guarda costeira e fronteiriça europeia com poderes para atuar excecionalmente num Estado-membro sem o seu aval se o espaço Schengen estiver em causa e haja uma maioria qualificada dos 28 Estados-membros da União Europeia (UE) a aprovar a ação.

Depois do debate sobre migrações, os líderes irão discutir, durante o jantar de trabalho a "questão do Reino Unido", nesta altura mais para fazer um ponto da situação sobre as negociações em curso em torno das reformas reclamadas pelo primeiro-ministro David Cameron, para perceber se há condições para se fechar um acordo em fevereiro, que evite uma saída dos britânicos do bloco europeu (o chamado "Brexit").

Na sessão de sexta-feira serão abordados temas como o aprofundamento da União Económica e Monetária - com a participação do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi -, Mercado Interno, Energia, Alterações Climáticas e combate ao terrorismo.

Portugal estará representado pelo primeiro-ministro, António Costa, que, à margem da cimeira, tem previsto vários encontros bilaterais, incluindo com o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

Também o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, estará hoje em Bruxelas, para participar na tradicional reunião preparatória do PPE - a maior família política europeia, à qual pertence o PSD -, mas de novo na condição de líder da oposição, algo que já não acontecia desde 2011.