A Comissão Europeia lançou esta quarta-feira um plano para reorganizar as políticas energéticas na União Europeia (UE), tendo como horizonte a aprovação do pacote da União Energética no próximo dia 25.

O quadro estratégico para a UE será complementado pela comunicação «Road to Paris», que define a contribuição climática da União, e ainda um relatório sobre os progressos feitos para o cumprimento do objetivo de se chegar a um mínimo de 10% de interligações de eletricidade.

Hoje, em comunicado, segundo a Lusa, o comissário europeu para a Energia, Maros Sefcovic, reiterou que «as políticas energéticas atuais são insustentáveis em todos os sentidos e necessitam urgentemente de uma reorganização».

Segundo o comissário, Bruxelas vai assegurar que a abordagem das questões energéticas deve ser transversal a todas as áreas políticas, «para criar maior previsibilidade».

Este tema deverá estar, hoje, na agenda da reunião do ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva, com, Sefcovic.

No Conselho Europeu de outubro passado, os chefes de Estado e de Governo da UE alcançaram um acordo sobre o pacote energia e clima, que prevê uma meta para as interligações – de 10% até 2020 e de 15% até 2030.

Na ocasião, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considerou «crucial» para Portugal o acordo conseguido na cimeira, embora as metas alcançadas não sejam vinculativas.

A interconexão das redes permite o transporte de eletricidade e de gás, sendo que atualmente a Península Ibérica é considerada uma ilha energética devido às baixas ligações existentes (apenas 1,5% da capacidade instalada).