Os motoristas dos Transportes Colectivos do Barreiro (TCB) aprovaram a convocação de uma greve de 24 horas para 06 de dezembro, contra a aplicação do regime das 40 horas de trabalho semanais, disse à Lusa fonte sindical.

«Já houve câmaras que suspenderem a aplicação do regime das 40 horas de trabalho semanais até o Tribunal Constitucional se pronunciar. Nós queremos que a Câmara do Barreiro também o faça», declarou à agência Lusa Manuel Oliveira, do Sindicato dos Motoristas, lembrando que os TCB são um serviço municipalizado da Câmara do Barreiro.

O sindicalista referiu que os trabalhadores mandataram o sindicato para avançar com uma greve de 24 horas para o dia 06 de dezembro.

«Se a empresa recuar na aplicação das 40 horas semanais de trabalho, nós levantamos de imediato o pré-aviso de greve. Foi isso que ficou acordado com os motoristas», explicou.

Manuel Oliveira afirmou ainda que existem outros problemas que devem ser resolvidos nos TCB, referindo que a prioridade do sindicato é o diálogo.

«Existem mais questões para resolver, mas damos prioridade ao diálogo. Não conheço nenhuma empresa, do setor público ou privado, em que o período de rendição do trabalhador seja utilizado para se deslocar entre as rendições como neste caso», salientou.

Rui Lopo, vereador da Câmara do Barreiro e membro do concelho de administração dos TCB, disse à Lusa que a autarquia está contra a lei, mas que cumpre a legislação.

«A lei das 40 horas é algo que não é positivo para o funcionamento da autarquia e dos TCB, mas juridicamente é impositiva. Uma coisa é estar contra e outra é cumprir a lei. Não cabe aos TCB suspender a legislação sem uma decisão do Tribunal Constitucional», afirmou.

O autarca explicou que o executivo municipal está solidário com os sindicatos que colocaram providências cautelares, referindo que desconhece algum caso de um serviço municipalizado que não tenha aplicado a lei.

«Os serviços utilizaram este acréscimo para melhorar alguns aspetos nos horários, como no caso das rendições, para que os intervalos não ultrapassem as duas horas. Foi uma trabalho exigente que foi conseguido», explicou.

Rui Lopo referiu ainda que realiza várias reuniões e que a questão da utilização do tempo das refeições para os motoristas se deslocarem para as rendições não tem sido colocada, referindo que a registar-se será apenas «algo pontual».