Os clientes que têm obrigações do BES estão impedidos de resgatar o dinheiro do banco. Para travar a sangria de fundos, o Banco de Portugal deu indicações específicas à nova administração. O BES confirma que estas orientações podem estar a provocar constrangimentos em alguns clientes.

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No dia 29 de julho, Artur Barreto pediu ao BES para resgatar de forma antecipada os 17 mil euros que tinha aplicados em obrigações do banco. Dois dias depois, o dinheiro foi-lhe colocado na conta à ordem mas no dia seguinte, 1 de agosto, já lá não estava.

A TVI sabe que nos últimos dias tem havido uma sangria de depósitos do BES para outros bancos. Para travar ainda mais a retirada de fundos, o Banco de Portugal proibiu a 31 de julho as operações de liquidação de obrigações emitidas pelo BES.

Artur Barreto decidiu aplicar este dinheiro no BES depois de o ter quase perdido no Banco Privado. Sim, ele também foi um dos clientes do retorno absoluto que em 2010 se viu impedido de resgatar o seu dinheiro devido à falência do BPP.

O BES confirma que recebeu um conjunto de orientações do Banco de Portugal que estão a ser estudadas pelas respetivas equipas e que por essa razão «alguns clientes poderão ter sentido constrangimentos. Todas as situações estão a ser resolvidas com a máxima rapidez para causarem o menor impacto aos clientes».

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Nas contas do primeiro semestre, o banco reconhece que estas obrigações foram comercializadas com expetativas de liquidez que não deverão ocorrer. Se assim for o banco terá mesmo que comprá-las com prejuízos que rondam os 500 milhões de euros.

O BES diz mesmo que vai rever o processo de comercialização de obrigações junto dos clientes do banco.