O presidente executivo do BPI manifestou preocupação, esta quarta-feira, com as questões de privacidade suscitadas pelas novas tecnologias. E assumiu que "a informação está cada vez mais desprotegida".

"Dou por adquirido que a privacidade é cada vez menor, há cada vez mais entidades que sabem uma parte da nossa vida. O fisco sabe uma parte da minha vida, como os bancos sabem outra e assim por diante".


Fernando Ulrich falava no Congresso das Comunicações organizado pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações, onde constatou que os portugueses não têm resistência à mudança no que toca às inovações tecnológicas. 

Para o presidente executivo do BPI, "a informação está cada vez mais desprotegida", pelo que há que saber "que não pode ser utilizada contra nós".

A grande dificuldade "não é tanto no acesso às inovações, porque as empresas tecnológicas encarregam-se de o fazer, mas porque é caro", notou ainda.

O responsável máximo do BPI afirmou que, "tirando o caso das telecomunicações, a tecnologia não é barata e poupar é um mito", até porque, apesar de todos os esforços das autoridades da concorrência, "no domínio da tecnologia, confrontamo-nos com monopólios" com o qual temos de lidar.