O presidente do Banco BPI, Fernando Ulrich, considerou que o regulador atuou corretamente ao impor mudanças ao nível da gestão do BES, que levaram à entrada de novos responsáveis e à saída dos membros do clã Espírito Santo.

Esta quarta-feira, Ulrich afirmou que «o Banco de Portugal fez o que tinha de fazer», perante as questões dos jornalistas acerca da atuação do regulador bancário nesta matéria.

Ainda assim, o presidente do BPI sublinhou que «é mais interessante opinar sobre isso daqui a uns anos, quando a situação estiver resolvida». E salientou que «a situação é complexa e ainda se está a desenrolar, pelo que exige muito cuidado por parte das pessoas que estão a lidar com ela».

Ulrich considera que «de uma forma mais geral, o Banco de Portugal reforçou muitíssimo a sua capacidade de atuação em muitos domínios».

O gestor realçou que a entidade liderada por Carlos Costa «reforçou as equipas, a qualidade das pessoas, pelo que a sua capacidade de atuação é hoje muito mais forte do que há uma série de anos».

Segundo o responsável, os problemas que têm sido conhecidos nas holdings de topo do Grupo Espírito Santo (GES), do qual o BES é o principal ativo, «não põem em causa a atuação do Banco de Portugal».