O presidente do BPI disse, esta quinta-feira, que o banco deverá devolver ao Estado, até março, 500 milhões de euros da ajuda pública injetada na instituição em 2012.

«Prevemos reembolsar o Estado português em 500 milhões de euros, ainda no primeiro trimestre, ficando em dívida 420 milhões de euros no fim março», afirmou o presidente do banco, Fernando Ulrich, na apresentação das contas de 2013, em Lisboa.

Em outubro, na apresentação de resultados do terceiro trimestre, o BPI tinha anunciado que ia pedir às autoridades competentes permissão para antecipar a recompra dos 588 milhões de euros de ¿CoCo¿ que estão nas mãos do Estado.

Fernando Ulrich disse que, no âmbito do pedido de permissão feito ao Banco de Portugal, o supervisor bancário «manifestou desejo de que o banco ficasse com capital com folga face ao mínimo de 7% [de rácio de capital]». As novas regras para a banca obrigam cada instituição a ter um rácio de capital core tier 1 (medida de avaliar a solvabilidade de um banco) no mínimo de 7%.

Daí o banco ter revisto em baixa o valor de 588 milhões de euros a reembolsar ao Estado, que Ulrich tinha apontado em outubro, para a nova meta de 500 milhões de euros.

Depois de reembolsados os 500 milhões de euros em ¿Coco¿, o BPI conta ficar com um excesso de capital de 213 milhões de euros face ao rácio de capital mínimo e um rácio core tier 1 de 8,3%. «Temos já a concordância do Banco de Portugal para os 500 milhões de euros, falta a aprovação da EBA [Autoridade Bancária Europeia], que deverá ser até final de fevereiro e que permitirá reembolsar [o Estado] em março», acrescentou Fernando Ulrich.