A operação de troca de dívida do BPI e de sociedades do grupo por ações foi concluída com o aumento de capital de 103 milhões de euros, segundo a informação divulgada esta quinta-feira numa sessão na bolsa de Lisboa.

«A taxa de sucesso ficou acima das nossas expectativas. Esperávamos uma aceitação de 75% e ficou acima de 91%, o que demonstra a confiança dos investidores no BPI», disse o presidente do banco, Fernando Ulrich, na sessão na Nyse Euronext.

Esta oferta de troca envolveu cinco valores mobiliários, entre dívida e títulos de participação, tendo a aceitação da oferta sido de 91,15% em termos do total do valor nominal envolvido (127 milhões de euros).

O objetivo desta operação era o reforço dos rácios de capital do banco e a devolução ao Estado dos restantes 420 milhões de euros de obrigações subordinadas de conversão contingente («CoCo bonds») subscritas pelo Tesouro.

Ulrich afirmou que o BPI fica agora «com ainda mais excesso de capital face aos mínimos exigidos», o que é importante para o «crescimento do negócio do banco em Portugal, Angola e nos outros mercados em que está presente», assim como para cumprir o «desejo de reembolso ao Estado dos Cocos que ainda deve».

O BPI tem um rácio «core tier 1» (medida de solvabilidade) de 13,7%, segundo as regras de transição de Basileia III, acima dos 13,2% de final de março. Já considerando as regras de Basileia III completamente implementadas, o rácio «core tier 1» passou de 9,7% para 10,4%.