O líder da central sindical UGT, Carlos Silva, disse esta quarta-feira, em Bruxelas, não ver melhoras na situação do país, acrescentando que o Governo continua «apostado» na continuação das políticas de austeridade.

«As pessoas é que determinam se o país está melhor ou pior e o que temos ouvido ¿ até dos empresários ¿ é que não está melhor», disse, citado pela Lusa.

«Vemos que os números de janeiro do Instituto de Emprego e da Formação Profissional mostram um aumento de desempregados de 14 mil pessoas, continuamos a ser um país de emigração e a ter uma taxa de desemprego elevada», disse Carlos Silva, que hoje participou numa reunião da Confederação Europeia de Sindicatos.

O líder sindical reconheceu haver «indícios que permitem vislumbrar alguma situação positiva», mas negou que seja o suficiente «para que o país possa fazer face a um programa tremendamente nefasto para a expectativa das pessoas».

Sobre o encontro de segunda-feira entre o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e o líder socialista, António José Seguro, Carlos Silva comentou: «já percebemos que algumas matérias são insanáveis e que o primeiro-ministro e o Governo estão apostados numa política de austeridade».

«E já percebemos também que não estão em condições ¿ ou porque não querem ou porque não podem ¿ de desacelerar a política de agravamento dos portugueses», acrescentou o sindicalista, sublinhando que Seguro defende que o cumprimento do rigor orçamental não seja tão agressivo.

«Os próximos desenvolvimentos, na minha opinião, não trarão nada de bom aos trabalhadores do nosso país», disse.