O Secretário-geral adjunto da UGT, Luís Correia, considerou esta quarta-feira à Lusa que a redução da taxa do desemprego no segundo trimestre deste ano «é um sinal positivo», mas rejeitou que esta queda reflita uma melhoria da atividade económica em Portugal.

«São sinais positivos, mas daí até estarmos no bom caminho e extrapolarmos que a economia vai no bom sentido, precisamos de ter algum cuidado e o Governo tem que ter alguma atenção a isto», afirmou o sindicalista.

A taxa de desemprego em Portugal foi de 16,4% no segundo trimestre, 1,3 pontos percentuais abaixo do trimestre anterior, mas mais 1,4 pontos percentuais do que no mesmo período de 2012, estimou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo os resultados do Inquérito ao Emprego do INE, de abril a junho a população desempregada foi de 886 mil pessoas, o que representa um aumento homólogo de 7,1% e uma diminuição trimestral de 7,0% (mais 59,1 mil e menos 66,2 mil pessoas, respetivamente).

Já a população empregada foi de 4,5 milhões de pessoas, o que traduz uma diminuição homóloga de 3,9% e um aumento trimestral de 1,6% (menos 182,6 mil e mais 72,4 mil pessoas, respetivamente).

Perante estes dados, Luís Correia destacou que se continua «a falar de 886 mil desempregados, a falar de 16,4%».

«É um facto que estes dados são inferiores em 1,3 pontos percentuais face ao trimestre anterior, mas em termos económicos, relativamente ao período homólogo do ano anterior, há um agravamento de 1,4 pontos percentuais», acentuou o representante da UGT.

Ainda de acordo com a análise do sindicalista, «se aliarmos a esta situação a sazonalidade», em algumas atividades económicas específicas entre maio e setembro consegue-se gerar mais emprego, essa poderá ser a explicação para a melhoraria dos números de desemprego no trimestre.