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UGT: «Promoções foram um atentado ao 1º de maio»

Sindicalistas mostram-se revoltados contra estratégias promovidas pelo grupo Jerónimo Martins

Por: Redacção / AID    |   2012-05-02 17:16

João Proença, líder da UGT, mostrou-se esta quarta-feira indignado com a estratégia lançada pela marca Pingo Doce, do grupo Jerónimo Martins, sobre a promoção de 50% em compras com valor superiores a cem euros. Mas, para o sindicalista o mais grave foi o dia escolhido pela empresa para efetuar a promoção: o 1.º de maio, dia do trabalhador.

Proença sublinhou que «as promoções lançadas ontem foram um atentado ao 1º de maio e aos trabalhadores» e questiona a legitimidade da empresa para pôr em curso uma estratégia destas dimensões, não querendo crer que a margem de lucro seja 50%. E, que portanto algo está errado.

Já o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, preferiu recordar outra polémica que afetou o grupo Jerónimo Martins, quando a empresa decidiu deslocar a sede para a Holanda: «É preciso ter coragem para afrontar os poderosos, como o senhor Soares dos Santos, que aumentam os lucros à custa da exploração de quem trabalha, e quem consome, e que depois vão pôr o dinheiro e respetivos lucros nos paraísos fiscais»

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