A TAP vai reajustar cerca de 50 voos na quarta-feira, devido à greve dos controladores aéreos, disse esta terça-feira à Lusa fonte oficial da companhia aérea.

«Temos 251 voos previstos para amanhã [quarta-feira]. Deste total, e devido às quatro horas de greve, temos que reajustar a operação em 20%, cerca de 50 voos», adiantou a fonte da transportadora.

Na maioria dos casos, os voos foram antecipados ou atrasados em relação ao horário previsto, sendo os cancelamentos «pontuais», disse a mesma fonte, adiantando que os passageiros dos voos que serão antecipados já foram informados.

Os controladores de tráfego aéreo vão fazer uma greve parcial na quarta-feira, no âmbito de uma ação de luta internacional. A paralisação decorrerá em dois períodos de duas horas cada um: entre as 07:00 e as 09:00 e entre as 14:00 e as 16:00.

A ANA - Aeroportos de Portugal já informou que «o tráfego aéreo poderá ser afetado, tal como poderão vir a registar-se perturbações nas operações aeroportuárias«.

A ANA recomendou aos passageiros que confirmem os voos junto das companhias aéreas, dos seus representantes locais ou agentes de viagens, antes de se deslocarem para os aeroportos.

Além dos controladores aéreos, também os sindicatos representativos dos restantes trabalhadores da NAV Portugal - Informação e Comunicações Aeronáuticas, Engenharia, Sistemas e Manutenção e restantes funções de apoio operacional e administrativo - decidiram convocar uma greve de duas horas na quinta-feira, que vai decorrer entre as 13:00 e as 15:00.

A Federação Europeia dos Sindicatos de Controladores de Tráfego Aéreo (ATCEUC) e a Federação Europeia dos Trabalhadores dos Transportes (ETF) convocaram para quarta e quinta-feira jornadas de luta que, segundo um comunicado sindical, «terão um significativo impacto nas normais operações do tráfego aéreo europeu».

Na origem do protesto está «a quebra de compromissos assumidos em outubro pela Comissão Europeia quanto à possibilidade de integrar nas suas mais recentes propostas as posições das organizações sindicais».

«Contra todas as opiniões das partes envolvidas - empresas prestadoras de navegação aérea, Estados-membros e sindicatos - a Comissão Europeia insiste em apresentar soluções quanto ao chamado SES2+ (Céu Único Europeu 2+) e aos objetivos de desempenho 2015-2019 que conduzirão à desagregação das empresas, a uma inexorável degradação das condições de segurança e qualidade do serviço prestado», de acordo com o comunicado dos representantes dos trabalhadores.