O preço do ouro atingiu o valor mais alto em três meses nos Estados Unidos, após os indícios de um ataque internacional à Síria estarem a levar os investidores a procurarem os metais preciosos como refúgio.

No início da manhã em Nova Iorque, o ouro para entrega em dezembro subia 1% para 1.434 dólares (cerca de 1,705 euros) por onça (31,103478 gramas), o valor mais alto desde 14 de maio, segundo a agência de informação financeira Bloomberg, que acrescenta que se a onça atingir os 1.453,92 dólares (1.090,42 euros) representará um aumento de 20% face aos mínimos de 34 meses atingido a 27 de junho.

Além do ouro, também tem aumentado a preço de jóias, moedas e lingotes na Ásia.

Bernard Sin, da refinaria suíça MKS, disse à Bloomberg que foi a "incerteza geopolítica originou que este interesse de compra".

A procura de metais preciosos tem aumentado após as notícias sobre uma possível ofensiva armada ocidental à Síria, cujo regime político os Estados Unidos da América (EUA), a Inglaterra e a França consideram responsável pelos ataques com armas químicas a parte da população civil do país asiático.

Hoje foi conhecido que os Estados Unidos não atacarão a Síria de maneira unilateral, mas que têm discutido com os países aliados possíveis ataques que podem durar mais de um dia.

«Nenhuma ação militar será unilateral. Irá incluir os parceiros internacionais», disse um alto funcionário norte-americano, que falou sob a condição de anonimato, em declarações aos jornalistas.

Israel destacou «sistemas de defesa ativa» no norte do país, quando a tensão está a aumentar na região, devido à possível ação militar ocidental contra a Síria, disse uma fonte militar israelita, que pediu o anonimato.

Os oficiais dos Estados Unidos e de Inglaterra declararam que qualquer «resposta militar» ajustar-se-á as «capacidades de armamento» sírias, e não será dirigida à derrocada do presidente Bashar al-Assad, recorda a Lusa.