As estações do Metropolitano de Lisboa estão encerradas devido a uma greve parcial dos trabalhadores da empresa cuja adesão é total, disse à Lusa Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos dos Transportes.

Em declarações à Lusa, Anabela Carvalheira adiantou que a parte operacional da empresa está toda em greve, não havendo trabalhadores em serviço, no âmbito da greve parcial entre as 05:00 e as 10:00.

«A adesão é total. Está a decorrer mais uma grande forma de luta dos trabalhadores do Metropolitano em torno daquilo que são as nossas reivindicações, que vêm sendo cada vez mais agravadas por força das medidas avulsas que este Governo vai tomando», disse Anabela Carvalheira.

De acordo com a sindicalista da federação dos Sindicatos dos Transportes (FECTRANS), os trabalhadores do metro não estão disponíveis para pagar aquilo que não fizeram.

«Os trabalhadores têm feito muito por esta empresa e querem continuar a defendê-la enquanto empresa do setor público e querem trabalho com direitos e digno», sublinhou.

Contactada pela Lusa, uma fonte do Metropoltiano de Lisboa confirmou que não há comboios a circular e as estações estão encerradas.

A empresa admitiu que a circulação só deverá ser retomada às 10:30.

À semelhança do que aconteceu nas últimas greves, a Carris está a reforçar algumas das suas carreiras de autocarros coincidentes com os eixos servidos pelo metro, durante esse período, nomeadamente os percursos 726 (Sapadores-Pontinha Centro), 736 (Cais do Sodré-Odivelas), 744 (Marquês de Pombal-Moscavide) e 746 (Marquês de Pombal-Estação Damaia).

Entre os motivos para estas paralisações está o decreto-lei 133/2012, que «pretende abrir as portas à concessão da empresa e, uma vez mais, reduzir trabalhadores, reduzir os seus direitos e reduzir a sua remuneração», afirmou a sindicalista Anabela Carvalheira em anteriores declarações à Lusa.

Os funcionários do Metropolitano de Lisboa contestam também o Orçamento do Estado para 2014, que, dizem, «visa uma vez mais os trabalhadores do setor empresarial do Estado, com cortes brutais, encaminhando estes trabalhadores para uma situação insustentável», acrescentou.

O Orçamento prevê, por exemplo, a redução da indemnização compensatória.