O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, defendeu hoje que o emprego que tem sido criado é sobretudo trabalho com caráter permanente, recusando a prevalência da precariedade laboral.

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«O essencial da criação de emprego, passa por emprego com caráter permanente e não por emprego com caráter provisório ou ocasional. A maior parte do emprego gerado, uma parte significava, bem mais de 60% do emprego gerado, corresponde a contratos sem termo. Portanto, não há precaridade laboral, mas há estabilidade laboral», afirmou Passos Coelho.

O chefe de Governo falava no debate quinzenal na Assembleia da República, em resposta ao líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães.

O primeiro-ministro salientava os «resultados» ao nível da «capacidade de gerar emprego» e também, de, nos centros de emprego, fazer «uma mais rápida e eficiente afetação entre procura e oferta de emprego».

«Os dados vão mostrando sucessivamente, que nós estamos a conseguir, seja no desemprego de longa duração, seja no desemprego jovem, conseguir obter resultados mais favoráveis com criação de emprego», disse.

Passos Coelho argumentou também que «há um desagravamento da tensão económica e social, que não é do agrado de toda a gente».

«Quando passamos para o plano politico partidário, este desagravamento até da tensão que se viveu durante estes anos de grandes dificuldades, é motivo de preocupação, porque significa que há já menos capacidade de ir buscar votos de descontentamento que possam ser gerados pela tensão económica e social», afirmou.

«É um erro para quem está na oposição, mas deve ser respeitado, os erros também devem ser respeitados», considerou, ressalvando que, «para o país, era muito mais importante que a oposição pudesse ficar satisfeita come estes resultados».