O Ministério das Finanças deu autorização aos administradores da Caixa Geral de Depósitos (CGD) para manterem a remuneração média dos últimos três anos que auferiam nos cargos que desempenhavam anteriormente e que é superior à do primeiro-ministro.

Segundo o despacho publicado em Diário da República esta segunda-feira e assinado pelo Secretário de Estado das Finanças, Manuel Rodrigues, «é autorizada a opção pelo valor correspondente à remuneração média dos últimos três anos do lugar de origem» a oito administradores do banco público.

Beneficiam desta exceção o presidente executivo da CGD, José de Matos, o vice-presidente, Nuno Fernandes Thomaz, os vogais João Nuno Palma, José Pedro dos Santos, Ana Cristina Leal, Maria João Carioca Rodrigues, Jorge Cardoso e ainda o presidente do Conselho de Administração, Álvaro Nascimento.

Estes administradores não ficam, assim, limitados ao salário do primeiro-ministro (cerca de 6.000 euros mensais).

O despacho produz efeitos desde 08 de julho do ano passado, quando foi nomeada a atual equipa de gestão da CGD.

O regime de exceção aos limites salariais está previsto no Estatuto do Gestor Público e permite que os gestores de empresas públicas que estejam no mercado em concorrência, caso da CGD, possam optar pela remuneração média dos últimos três anos do cargo que desempenhavam anteriormente.