O Fundo Monetário Internacional considera que a austeridade foi ajustada à economia em Portugal.

Num relatório publicado esta terça-feira, o FMI volta a defender a tese de que o caminho de ajustamento orçamental deve ser desenhado caso a caso.

O Fundo dá como exemplo Portugal, onde as recomendações têm sido continuamente revistas e ajustadas de acordo com as necessidades e onde, refere, em 2012 considerou os seus objetivos orçamentais «apropriados, desde que os desenvolvimentos económicos fossem os esperados».

Lembrou ainda que, na altura, «enfatizou a importância de atingir o equilíbrio devido entre a consolidação orçamental e as medidas de apoio ao crescimento económico».

A abordagem pragmática que defende um equilíbrio entre a consolidação orçamental e as medidas de apoio ao crescimento é tida como essencial para o FMI, que assim renova a tese de que o ritmo da consolidação orçamental deve ter em conta a reação da economia e a pressão dos mercados.

No relatório anual, o FMI salienta ainda que 90% dos recursos colocados à disposição dos seus membros até abril, foram absorvidos por apenas 3 países: Grécia, Irlanda e Portugal.