A CGTP rejeitou esta quinta-feira a intenção do Governo de reformar a Segurança Social por considerar que vai por em causa a sustentabilidade do sistema de pensões, enquanto a UGT disse estar «indisponível para uma diminuição de direitos dos cidadãos».

No final de uma reunião com o vice-primeiro ministro, Paulo Portas, e com o ministro da Segurança Social, Mota Soares, com a reforma do Estado na agenda, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, afirmou que «a ideia apresentada pode por em causa o sistema universal e solidário que temos».

«Quando se fala na introdução do plafonamento, uma parte das contribuições passaria a entrar para o sistema privado, pondo assim em causa a sustentabilidade da Segurança Social», defendeu o líder da intersindical, adiantando que na reunião transmitiu essa ideia ao Governo.

Já a presidente da UGT, Lucinda Dâmaso, afirmou que «não há nenhum assunto tabu. Tudo é possível ser analisado, mas é completamente impensável que o Estado se desresponsabilize das funções sociais».

No final do encontro, Lucinda Dâmaso garantiu que «a UGT está indisponível para que a reforma retire direitos aos cidadãos», adiantando que o documento do Governo é apenas «ponto de partida».

«A UGT está indisponível para que haja uma redução da prestação de serviços do Estado Social. Não aceitamos que seja posta em causa a saúde, a educação, a justiça e as pensões», acrescentou.

Na reunião do grupo de trabalho, foi também decidida a criação de um grupo de trabalho para debater a desburocratização do Estado.

Os membros do Governo e os representantes dos patrões não falaram aos jornalistas no final do encontro