A UGT lamentou hoje que o PSD, o CDS e o PS não tenham chegado a acordo para alcançar um Compromisso de Salvação Nacional e considerou que cabe agora ao Presidente da República encontrar uma solução política para o país, admitindo, no entanto, à TVI24, um cenário de eleições antecipadas.

«A UGT lamenta que os partidos não chegassem a um entendimento, pois o país é que fica a perder, porque o que está em causa é a unidade e a perspetiva de futuro», disse à agência Lusa o secretário-geral da UGT, Carlos Silva.

O sindicalista lamentou que a perspetiva de futuro do Partido Socialista tenha colidido com a perspetiva de futuro do PSD e do CDS.

O secretário-geral do PS acusou hoje o PSD e o CDS de terem «inviabilizado» o acordo de salvação nacional proposto pelo Presidente da República.

António José Seguro comunicou esta posição dos socialistas numa "declaração ao país" na sede nacional do PS, cerca de uma hora antes de se iniciar a Comissão Política Nacional do seu partido.

«Agora caberá ao Presidente da República encontrar uma solução. Os parceiros sociais deram o aval à solução que Cavaco Silva tinha apontado mas esta falhou», disse Carlos Silva.

Após as demissões do ministro de Estado e das Finanças, Vítor Gaspar, e do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, o presidente Cavaco Silva desafiou os partidos da coligação governamental e o PS a entenderem-se num «Compromisso de Salvação Nacional» e afastou um cenário de eleições antecipadas.

«É nas mãos do Presidente da República que está a solução para o futuro do país, mas seja ela qual for não passa por um entendimento», lamentou o líder da UGT.

Segundo Carlos Silva a decisão do presidente Cavaco silva deverá passar pela antecipação das eleições ou pelo aval ao Governo PSD/CDS.