A adesão à greve dos trabalhadores da UNITRATO - Restaurantes e Bares do Aeroporto de Lisboa ronda os 90%, informou nesta sexta-feira o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul.

Os cerca de 80 funcionários, de um restaurante e de oito outros estabelecimentos comerciais, como cafés e bares, iniciaram às 22:30 de quinta-feira uma greve que se prolonga até às 22:30 de sábado, contra as imposições da empresa nas alterações aos horários, folgas e funções dos trabalhadores.

«A adesão à greve está na casa dos 90%. Os 10% [de trabalhadores] que não aderiram são os que estão a trabalho temporário, que não têm contratos com a empresa e que estão a prestar os serviços com contratos precários. Nenhum deles fez greve, com receio de não serem chamados novamente para trabalhar», afirmou António Barbosa à agência Lusa.

O dirigente sindical sublinhou que o restaurante «não abriu» e que, esta tarde, apenas estão a funcionar três (cafetarias) dos restantes oito estabelecimentos comerciais da UNITRATO existentes no Aeroporto de Lisboa.

O sindicalista disse que teve de chamar a inspeção do trabalho.

«Tínhamos a suspeita de que havia trabalhadores temporários a ficar além da hora. Chamámos a inspeção do trabalho para averiguar esta situação e confirmou-se que, pelo menos, um desses trabalhadores iria ter prolongamento de horário», referiu António Barbosa.

O dirigente do sindicato acrescentou que a greve «se vai manter como inicialmente prevista» e lamentou a postura da UNITRATO.

«Tentámos durante toda a semana resolver a situação, mas a empresa nunca mostrou abertura. Os trabalhadores avançaram para a greve, pois é a vida deles que está em causa», justificou.

Contactada pela Lusa, fonte da empresa UNITRATO disse, na quinta-feira, «não haver ninguém disponível da direção para prestar qualquer declaração» sobre o assunto e referiu que a empresa «respeitava a greve, que é um direito dos trabalhadores».