O presidente do Turismo de Portugal (TP) mostrou-se, esta quinta-feira, satisfeito com o crescimento hoteleiro registado em janeiro devido à procura interna, mas não deu por adquirido que 2015 seja um ano tão forte no setor como 2014.

Segundo dados revelados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), os hotéis portugueses receberam cerca de 789 mil hóspedes em janeiro e registaram uma subida homóloga de 13,4% nas dormidas, acentuando-se a tendência de crescimento do mercado interno.

«Nos meses de época baixa, e janeiro é um desses, o mercado interno é mais importante do que o mercado externo, sendo, por isso, natural que os crescimentos se façam à custa do mercado interno», disse à agência Lusa o presidente do TP, João Cotrim de Figueiredo.

O responsável, que falava esta tarde na Escola de Hotelaria de Coimbra, onde inaugurou a requalificação das áreas técnicas da cozinha e pastelaria, salientou que existe uma tendência de crescimento do mercado interno e externo.

«Queria deixar claro que trata-se apenas dos resultados de um mês e, portanto, estando muito satisfeito com o que se passou, não damos por adquirido que 2015 vá ser um ano tão forte como foi 2014», sublinhou.

No entanto, João Cotrim de Figueiredo salientou que tem «fundadas esperanças» de que 2015 se mantenha na linha dos dois anos anteriores, mas que tudo «vai depender muito do trabalho que nós e o setor privado fizermos durante o ano».

Salientando que se mantêm os fatores positivos que conduziram aos «excelentes anos de 2013 e 2014», o presidente do TP considerou «natural que 2015 mantenha a tendência e trajetória que trazemos de 2014».

«Mas isso não leva em linha de conta que a atividade turística é sujeita aos mais variados tipos de evoluções e basta haver um problema de índole económica no espaço europeu, de onde veem mais de 80% dos nossos turistas, para que possamos ainda ser afetados durante este ano», advertiu.

Perante uma plateia de alunos da Escola Superior de Hotelaria de Coimbra, João Cotrim de Figueiredo disse que Portugal ultrapassou, em 2014, pela primeira vez os 16 milhões de hóspedes e 46 milhões de dormidas, que são «recordes absolutos», contribuindo para a melhoria da balança comercial nacional.

O presidente do TP frisou ainda que o país cresceu no ano passado três vezes mais do que a média europeia, mundial e da região mediterrânica, com quem concorre.