A Associação de Turismo de Lisboa (ATL) considera que o sucesso do turismo da capital portuguesa se deve à diversidade de oferta e aos baixos preços das novas rotas aéreas.

De acordo com o Observatório do Turismo de Lisboa da ATL, a capital está a atravessar «um bom ano turístico», depois de em maio passado ter registado uma taxa de ocupação hoteleira que atingiu os 86,84 por cento, um aumento de 5,9% face a 2013, segundo dados do INE citados pela associação.

Segundo André Sousa, coordenador do Observatório, Lisboa está a ganhar novos adeptos em zonas como o Terreiro do Paço e o Intendente, que começam a «tornar-se interessantes». Diz ainda que a vida noturna lisboeta tem «registado um impulso muito forte, sobretudo na zona do Cais do Sodré».

«Cosmopolitismo», «atratividade», «beleza», «qualidade urbana» e «capacidade de gerar sensações» pelo seu clima, paisagens e relação com o mar e rio são os pontos fortes destacados pela ATL, numa cidade com um «património e arquitetura» de «autenticidade» cultural.

Considerado em 2013 pelo britânico «The Guardian» um dos hostels mais luxuosos da Europa, o The Independente Hostel, contactado pela agência Lusa, garante que está a ter uma boa afluência e que, apesar de «existir alguma sazonalidade», consegue também «manter excelentes taxas de ocupação nas ditas épocas baixas».

Devido à grande oferta turística da capital, a associação considera que Lisboa «tem a sorte de atrair todos os tipos de turistas», já que consegue ir ao encontro de «um turista que é cada vez mais heterogéneo, com gostos muito particulares».

Já o The Independente Hostel sublinha que, apesar de existir um «turista comum generalizável», que demonstra a «pluralidade» de Lisboa, há «um tipo de turista que tem estado em maior destaque nos últimos anos»: os «flashpackers» são turistas «menos motivados pelo custo da cama em si e mais pela vertente decorativa e social destes espaços, assim como a sua oferta gastronómica e lúdica».

Segundo as empresas que organizam visitas turísticas, a afluência de visitantes estrangeiros parece ser «superior à dos anos anteriores», o que se deve «à coincidência com as férias de Verão da maioria dos países do Hemisfério Norte», refere a empresa Lisboa Autêntica.

O The Independente Hostel salienta que «é um facto que Lisboa tem vindo a conseguir captar cada vez mais viajantes», o que pode estar associado «a uma moda», e que isto se pode dever ao facto de, nos últimos 15 anos, terem começado a aparecer «rotas low cost com elevada frequência e para cada vez mais destinos».

Nas últimas décadas, «a falta de rotas condenava-nos a uma existência periférica e sazonal cujo principal destino era o Algarve», porém, Lisboa é hoje vista como «uma das cidades mais antigas do mundo», com «uma história ímpar», «uma gastronomia fantástica e uma proximidade fantástica de várias praias», pontos que, para o The Independente Hostel, fazem da cidade um novo destino a ter em conta.