As deslocações turísticas dos portugueses no país subiram 12,1% no primeiro trimestre deste ano para 4,5 milhões, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE), beneficiando do efeito positivo da Páscoa.

De acordo com o INE, este total de deslocações também é superior ao registado no trimestre anterior em 7,4%, tudo isto devido ao “efeito de desfasamento no calendário do período da Páscoa”.

No primeiro trimestre, “18,6% da população residente realizou pelo menos uma deslocação turística, traduzindo um aumento de 3,2 pontos percentuais face a idêntico período de 2017”, observa o INE, justificando que este aumento se deve “fundamentalmente ao mês de março”, também influenciado pelo efeito Páscoa, isto apesar de “ligeiros aumentos na proporção de turistas em janeiro”.

Neste período, as deslocações turísticas ao estrangeiro representaram 10,5% do total, crescendo, ainda assim, mais do que as nacionais, numa variação de 14,9% para 470,5 mil deslocações.

No mesmo período, as viagens no país, que equivalem às restantes, cresceram 11,8% e chegaram aos quatro milhões.

Quanto aos motivos, o mais apresentado foi a visita a familiares ou amigos, que levou a 2,2 milhões de viagens, seguindo-se o lazer, recreio ou férias (1,54 milhões de viagens) e as deslocações por motivos profissionais ou de negócios (494,1 mil viagens).

O alojamento mais escolhido foi o particular gratuito, que equivaleu a 70,4% das dormidas totais, enquanto 21,1% foram em hotéis e similares.

O número de noites fixou-se numa média de 4,01 dormidas por cada turista residente, numa subida ligeira de 0,1% face ao período homólogo de 2017.

Segundo o INE, o mês mais forte foi o de março, no qual a média por turista pernoitou uma média de 4,31 noites, um aumento de 13,6%.

Aludindo às viagens com marcação prévia de serviços, o instituto nota que se registou um aumento para 27,5% do total no primeiro trimestre, proporção que ascende a 91,0% no caso das deslocações com destino ao estrangeiro.

O principal meio para marcação destas viagens turísticas foi a internet, isto em 16,2% dos casos, percentagem que sobe a 61,8% nas que tiveram como destinado o estrangeiro.