Os proveitos totais do alojamento turístico nacional atingiram 3,7 mil milhões de euros em 2017 (+18,6% em relação a 2016), informou hoje o Instituto Nacional de Estatística na publicação sobre o setor do Turismo no ano passado.

O documento registou ainda que os proveitos de aposento totalizaram 2,7 mil milhões de euros, numa subida de quase 21%, na comparação homóloga.

Em 2016, na comparação com o ano anterior, os proveitos totais tinham subido 18,1% e os de aposento 19,2%.

O INE revelou que no segmento da hotelaria, no ano passado, os proveitos totais na hotelaria foram de 3,3 mil milhões de euros (+17,7%) e os de aposento 2,4 mil milhões de euros (+19,6%), evoluções semelhantes às verificadas no ano anterior (+17,9% e +18,9%, respetivamente).

Considerando o setor de alojamento turístico (hotelaria, turismo no espaço rural e de habitação e ainda o alojamento local1), em julho de 2017 havia 5 840 estabelecimentos em funcionamento com uma capacidade de 402,8 mil camas (+5,8%), segundo o INE, que referiu que os alojamentos receberam 24,1 milhões de hóspedes (+12,9%).

Receberam 24,1 milhões hóspedes em 2017

Em termos de hóspedes, estes alojamentos receberam 24,1 milhões de hóspedes, no ano passado, uma subida de quase 13% em relação a 2016, segundo a mesma publicação do INE.

Em 2016, a subida de hóspedes tinha sido de cerca de 11% em relação a 2015, segundo o INE, que acrescentou que as dormidas subiram em 2017 10,8% para 65,8 milhões (+11,6% que as dormidas registadas em 2016).

Com base no Inquérito à Permanência de Hóspedes na Hotelaria e outros alojamentos (IPHH), a 31 de julho de 2017, estavam em atividade 5.840 estabelecimentos de alojamento turístico, uma oferta de 175,1 mil quartos e 402,8 mil camas.

Comparando com o ano anterior, o número de estabelecimentos aumentou 21,5%, o de quartos 5,2% e o de camas 5,8%.

A oferta de alojamento local em funcionamento, segundo o INE, traduziu-se em 2.663 estabelecimentos em julho de 2017, que disponibilizaram 66,6 mil camas.

Estes alojamentos, receberam durante o ano passado, 3,4 milhões de hóspedes (+28,8% na comparação homóloga) e 8 milhões de dormidas (+26,7%). A estada média foi 2,35 noites (-1,6%) e a taxa líquida de ocupação-cama situou-se em 37,2% (+2,4 p.p.).

Já a hotelaria (hotéis, hotéis-apartamentos, pousadas e quintas da Madeira, aldeamentos turísticos e apartamentos turísticos) representou 77,7% da capacidade de alojamento (camas), 82,1% dos hóspedes e 84,6% das dormidas.

Este segmento totalizava 1.758 estabelecimentos e 313 mil camas em julho de 2017 (respetivamente +5,3% e +3,5%, na comparação homóloga).

A hotelaria viu o número de hóspedes crescer 10,1%, num total de 19,8 milhões de hóspedes, enquanto as dormidas subiram 8,4% para 55,7 milhões.

O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) na hotelaria foi 51,7 euros (+15,8%), tendo os proveitos totais e de aposento aumentado 17,7% e 19,6%, respetivamente, segundo o INE.

A estada média na hotelaria foi 2,82 noites e reduziu-se 1,5%. A taxa líquida de ocupação-cama na hotelaria foi 52,9% (+2,7 p.p.).

Os hotéis asseguraram 71,5% das dormidas na hotelaria no ano passado.

Em julho de 2017, o turismo rural/de habitação contabilizava uma oferta de 1.419 estabelecimentos em funcionamento e 23,2 mil camas disponíveis.

Neste segmento, o número de hóspedes, no ano passado, foi de 794,7 mil em 2017 (+18,8%) e as dormidas 1,7 milhões (+17,0%), com as estadas a serem em média de 2,14 noites e a taxa de ocupação-cama 23,8%.

Quanto a parques de campismo, em julho do ano passado, estavam contabilizados 230 locais, com uma área disponível de 1,33 mil hectares e capacidade de alojamento para 188 mil campistas.

Em 2017, os parques de campismo receberam 1,9 milhões de campistas (+3,2%), que proporcionaram 6,6 milhões de dormidas (-0,5%), verificando-se assim uma interrupção do crescimento anterior (+11,6% e +14,4%, respetivamente, em 2016).

Em julho do ano passado, estavam em atividade 85 colónias de férias e pousadas da juventude, com uma oferta de 9,9 mil camas, repartidas por quartos (61,1%) e camaratas (38,9%), que proporcionaram 696,1 mil dormidas (+1,1%).

Residentes pesam 28,5% nas dormidas em alojamentos turísticos

Por seu lado, o mercado interno representou 28,5% do total de dormidas nos alojamentos turísticos nacionais em 2017, ao gerar 18,8 milhões estadas num total de 65,8 milhões.

As dormidas dos portugueses subiram 7,3% na comparação homóloga, enquanto os mercados externos apresentaram um crescimento superior (+12,2%) e atingiram 47,1 milhões de dormidas (71,5% do total, ultrapassando o peso de 70,6% em 2016).

Seguindo a tendência, entre os estrangeiros, a liderança foi de naturais do Reino Unido, responsáveis por quase 21% do total das dormidas de não residentes e um crescimento de 2,8% em relação a 2016.

O mercado alemão (13,8% do total) cresceu 11,3%, enquanto os mercados francês e espanhol (ambos com uma quota de 9,9%) cresceram 5,2% e 7,0%, respetivamente, segundo o INE.

Na hotelaria, as dormidas dos residentes (15 milhões) desaceleraram ligeiramente para +5,4% (+6,3% em 2016) e as de não residentes (40,7 milhões; 73,1% do total) aumentaram 9,6%, também menos expressivamente que no ano anterior (+12,1% em 2016).

O número de hóspedes totalizou 24,1 milhões e as dormidas 65,8 milhões em Portugal, no ano passado, correspondendo a aumentos de 12,9% e 10,8%, respetivamente, após +11,1% e +11,6% no ano anterior.

Segundo o Inquérito às Deslocações dos Residentes, em 2017 verificou-se que 4,58 milhões de residentes em Portugal efetuaram pelo menos uma deslocação com dormida fora do seu ambiente habitual, ou seja, o correspondente a 44,5% da população residente (44,1% em 2016).

No ano passado, houve 21,2 milhões deslocações turísticas, numa subida de 5% (após +5,4% em 2016), com o número de deslocações dentro do país a ser de 19 milhões (+4,1%, após +5,7% em 2016), valor que representou 89,6% do total.

As deslocações para o estrangeiro foram 2,2 milhões (+13,1%, após +2,5% em 2016).

O principal motivo para viajar foi “lazer, recreio ou férias”, seguindo-se “visita a familiares ou amigos” e os motivos “profissionais ou de negócios”.

As viagens turísticas realizadas por portugueses geraram mais de 85,4 milhões de dormidas, numa descida de 4,6% face a 2016. O “alojamento fornecido gratuitamente por familiares ou amigos” atingiu as 39,6 milhões de dormidas, ou seja 46,4% do total (45,6% em 2016), tendo sido o preferido nas viagens ao estrangeiro (40,9%) e nas deslocações domésticas (47,7%).

Relativamente a deslocações de excursionismo (viagens de um só dia, sem dormida) efetuadas pelos residentes, em 2017 efetuaram-se 118,8 milhões deslocações (115,2 milhões em 2016), das quais 93,8% por motivos pessoais e as restantes por motivos profissionais.