O Fundo Monetário Internacional defende que Portugal deve sair do resgate com um programa cautelar.

Numa entrevista exclusiva TVI em Washington, o chefe da missão do FMI para Portugal, Subir Lall, afirma que um programa cautelar deve ser visto como um sinal de força e não de fraqueza e avisa que o país vai precisar de muitos anos para recuperar.

«Não quero julgar antes de tempo a decisão do Governo, mas não deve haver um estigma a favor de uma ou outra opção. E, de facto, um acordo cautelar, por exemplo, deve ser visto como um sinal de força e não como fraqueza porque é um compromisso com políticas que esperamos, caso haja programa cautelar ou não», afirma Subir Lall, acrescentando que acredita que o país vai continuar a implementar medidas fortes no pós-troika e sob que Governo for.

A dois meses do fim do resgate, o FMI reconhece, no entanto, que a economia portuguesa começa finalmente «a virar a página».