A Comissão Europeia reitera que só analisará as eventuais medidas de apoio a Portugal para facilitar o regresso aos mercados mais perto da data prevista para a conclusão do programa de ajustamento, na primavera de 2014.

O porta-voz dos Assuntos Económicos da Comissão Europeia, Simon O¿Connor, voltou a assegurar que não há, para já, negociações em curso, em resposta a uma questão colocada pela imprensa internacional, sugerindo que financiamentos suplementares aos programas da Grécia e, «provavelmente», Portugal, estariam a ser adiados para depois das eleições na Alemanha.

Começando por classificar a observação do jornalista como «interessante», em tom irónico, o porta-voz do comissário Rehn disse que «as questões referentes ao financiamento do programa grego estão claramente definidas nas declarações do Eurogrupo de novembro do ano passado», enquanto, no caso de Portugal, é também prematuro adiantar qualquer possível decisão.

«Relativamente a Portugal, o programa é suposto ser concluído na primavera do próximo ano, e quando nos aproximarmos desse momento estaremos em posição de avaliar exatamente onde estamos em termos de financiamento do programa português e de opções para o futuro. Além disso, receio não ter a mesma bola de cristal que [jornalista] parece ter obtido», concluiu, citado pela Lusa.

Já na segunda-feira passada, o mesmo porta-voz negara que a Comissão estivesse a negociar uma ajuda «cautelar» com as autoridades portuguesas, apontando que só avaliará as opções para apoiar Portugal no regresso aos mercados na altura devida, «e a altura não é agora».

Questionado sobre a notícia do diário espanhol «El Pais», segundo a qual a Comissão Europeia estaria a negociar com Lisboa um novo plano de ajuda, para acautelar um regresso bem sucedido de Portugal aos mercados no próximo ano, quando expirar o atual programa de resgate negociado com a troika, Simon O¿Connor disse que a resposta à questão era «simples»: «não há negociações em curso nesta altura».

«Avaliaremos as opções apropriadas para facilitar uma saída suave de Portugal do programa (atual) quando chegar a altura, e a altura não é agora», declarou.