O primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, disse terça-feira em Washington que ninguém deve ter dúvidas que a Grécia é parte integrante da zona euro e que está a recuperar.

O mesmo responsável, que falava numa conferência no Instituto Peterson, garantiu que o seu governo está a «esmagar» o extremismo dentro da Constituição e conseguiu «manter as fricções sociais no mínimo».

Por isso, sublinhou, o Executivo grego está empenhado em por fim ao extremismo, referindo-se concretamente ao partido de ideologia neonazi Aurora Dourada, cujos dirigentes foram detidos recentemente.

Antonis Samaras assegurou também que o «populismo perde terreno» na Grécia, ao mesmo tempo que o país começa a recuperar da crise económica que obrigou a duas intervenções da troika composta pelo Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu.

Antes da conferência, Samaras reuniu-se com a diretora do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, com quem abordou o «progresso da Grécia sob o programa de estabilidade e restauração da sua competitividade», cita a greve.

Christine Lagarde reiterou o apoio do Fundo Monetário Internacional à Grécia e sublinhou a importância de avançar com as reformas institucionais e estruturais e implementar um orçamento «sólido» em 2014 para «alcançar os objetivos do programa».

A troika pediu um orçamento que tenha em conta um importante aumento das receitas com as subidas ou novos impostos.

Samaras indicou, por sua vez, que a reunião foi cordial e permitiu reiterar a confiança da Grécia em conquistar um superavit primário na próxima primavera, que exclui o pagamento de juros e outras grandes despesas do Estado.

O governante disse ainda ser importante «não adiar uma solução para a dívida da Grécia» que cresceu ininterruptamente apesar das reestruturações, até 175% do Produto Interno Bruto.