A Roménia, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a União Europeia concluíram as negociações de um acordo de dois anos associado a uma linha de crédito de quatro mil milhões de euros, anunciou um responsável do FMI.

«As autoridades romenas não tencionam utilizar qualquer montante deste crédito», declarou Andrea Schaechter, chefe da missão do FMI na Roménia durante uma conferência de imprensa em Bucareste.

O novo acordo, o terceiro desde 2009, ainda vai ter de ter o aval do conselho de administração do FMI, provavelmente em setembro, adiantou, citada pela Lusa.

Segundo Schaechter, Bucareste deverá concentrar-se na aceleração das reformas, designadamente, da energia e dos transportes, ao mesmo tempo que consolida a estabilidade económica adquirida nos acordos precedentes.

«As reformas estruturais ajudarão a Roménia a explorar melhor o potencial de crescimento económico», sublinhou.

O FMI reviu em alta a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2013 de 1,6% para 2% e prevê um crescimento de 2,25% para 2014.

As exportações e a agricultura deverão ser os motores do crescimento.

Por outro lado, Schaechter apelou a Bucareste para manter a política de consolidação orçamental, «tendo como objetivo atingir um défice público de 2,3% em 2013 e de 1% em 2015».

O primeiro-ministro de centro esquerda Victor Ponta declarou recentemente que a Roménia precisava de um novo acordo com o FMI e a EU para reforçar a credibilidade do país nos mercados e junto dos investidores.

A Roménia obteve em 2009 um empréstimo de 20 mil milhões de euros do FMI e da EU em troca de um significativo pacote de medidas de austeridade.

Em março de 2011, Bucareste concluiu um novo acordo, de tipo preventivo, com uma linha de crédito de cinco mil milhões de euros, dos quais nenhum euro foi utilizado.

No último mês, o FMI anunciou que este acordo tinha sido um sucesso, já que Bucareste tinha cumprido a maioria dos compromissos.