O comissário europeu dos Assuntos Económicos defendeu hoje, em Paris, que a Alemanha e a França, enquanto as duas maiores economias da zona euro, detêm a chave para o regresso ao crescimento e emprego na Europa.

Num discurso proferido em Paris, e divulgado em Bruxelas, Olli Rehn sustentou que «a capacidade de ajustamento na economia real», «um sistema financeiro funcional para um investimento eficiente» e «uma moldura credível para finanças públicas sãs» constituem as três «chaves» para um crescimento sustentável na Europa, apontando que a primeira depende muito de Alemanha e França.

«Enquanto as duas maiores economias da zona euro, Alemanha e França detêm juntas a chave para o regresso ao crescimento e emprego na Europa. Em poucas palavras, o que se pede são reformas económicas no mercado de trabalho, ambiente de negócios e sistema de pensões para apoiar a competitividade em França, e medidas estruturais para reforçar ainda mais a procura interna e impulsionar o investimento na Alemanha», disse.

Segundo o comissário do euro, «se tanto a Alemanha como a França puderem implementar o que o Conselho Europeu lhes recomendou, prestarão um grande serviço a toda a zona euro», já que tal contribuiria para «estimular o crescimento, criar mais emprego e reduzir as tensões sociais».

Olli Rehn deixou também uma palavra para a terceira maior economia do espaço monetário único, a Itália, apelando à estabilização política, até porque, salientou, «o impacto do que acontece em Itália não se restringe às suas fronteiras, é sentido em toda a Europa».

«Os progressos ou falta de progressos de Itália, os seus feitos ou falta dos mesmos, também são da Europa. É por isso que quero expressar a minha sincera esperança de que a Itália regresse à estabilidade política tão cedo quanto possível, de modo a estar em condições de tomar as muitas decisões importantes que são necessárias para bem da retoma e da criação de postos de trabalho», disse.