Começa a ganhar força a probabilidade de a Grécia vir a receber um terceiro resgate internacional. Depois do ministro das Finanças alemão, que deu como certa a necessidade de um novo programa de apoio financeiro, também o comissário europeu para os Assuntos Económicos e Monetários admite que a hipótese está em cima da mesa.

Em declarações a um jornal finlandês, Olli Rehn, que é também vice-presidente da Comissão Europeia, não excluiu a possibilidade de um novo resgate, mas disse que existem também ouras opções para manter o atual programa de ajuda em andamento. Uma das hipóteses é a extensão dos prazos de pagamento nos empréstimos já concedidos.

«Depois iremos rever o programa grego e a possível continuação do financiamento. A sustentabilidade da dívida pode ser melhorada, por exemplo, através da extensão do período de empréstimo», afirmou Olli Rehn, em entrevista ao «Helsingin Sanomat».

O objetivo é evitar o gap no financiamento do país para 2014-2016. É que, no caso da Grécia, neste momento, os recursos assegurados pela troika já não cobrem as necessidades de financiamento do país até 2014, o que levanta problemas à execução das transferências prometidas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), uma vez que a instituição apenas vai libertando as tranches quando tem garantias de que as necessidades de financiamento do país apoiado estão plenamente asseguradas para, pelo menos, os 12 meses seguintes. Ou seja, se não forem tomadas medidas, o FMI não poderá continuar a ajudar a Grécia.

A troika aprovou já dois planos de resgate a Atenas, num valor acumulado de 240 mil milhões de euros. O segundo programa de ajuda financeira, atualmente em curso, será alvo de uma revisão no outono por parte do FMI, Banco Central Europeu (BCE) e Comissão Europeia (CE).

De acordo com a imprensa alemã, parte do terceiro resgate deverá ser financiada pelo orçamento da UE.