A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, sublinhou esta segunda-feira que Portugal tem sentido um aumento do apetite internacional pela dívida portuguesa, materializado na operação de troca de dívida que o Governo chegou a considerar «um sucesso».

Para a governante, há claramente um conforto dos investidores relativamente à exposição à dívida pública portuguesa. Mas admite que não estão temos cobertas todas as necessidades do próximo ano. «Regressaremos ao mercado quando entendermos que as condições são adequadas.

Certamente que nos primeiros meses de 2014 iremos levantar dívida de médio e longo prazo», revelou.

Questionada sobre se Portugal estará mais inclinado para sair do programa de assistência com ou sem a ajuda de um programa cautelar, a ministra das Finanças afirmou que essa decisão pode ter a ver com as reservas de tesouraria, «mas não queremos excluir qualquer das hipóteses. A estratégia de regresso aos mercados faz parte da conclusão do programa», afirmou.

«Como é conhecido, há uma indicação de que possivelmente na agenda do Eurogrupo do próximo ano, a partir de janeiro, se começará - nessa sede, junto das instituições europeias - a discutir a estratégia de saída do programa, sem especificar se isso envolve ou não um programa cautelar», adiantou a governante na conferência de imprensa em que o Governo apresentou os resultados da décima avaliação ao programa.