O secretário de Estado das Finanças, Manuel Rodrigues, considerou hoje que Portugal tem reunidas as condições para sair com êxito do programa de ajustamento à semelhança da Irlanda, país que recupera a soberania financeira em dezembro deste ano.

«Com a consolidação das contas públicas, o défice estrutural em 2013, isto é, o défice expurgado de efeitos do ciclo económico, será de 3,6% do Produto Interno Bruto», estimou Manuel Rodrigues, considerando que «estes sinais revelam que Portugal tem reunidas as condições para poder sair com êxito do seu programa de ajustamento e regressar aos mercados de forma sustentada e recorrente».

Manuel Rodrigues, que falava no discurso de abertura do último dia de trabalhos do Fórum Empresarial do Algarve, a decorrer em Vilamoura, disse acreditar que Portugal também vai recuperar a sua soberania financeira, tal como a Irlanda vai recuperar no próximo mês de dezembro, mas sublinhou que é «determinante» o apoio dos parceiros europeus.

O governante disse que o quadro comunitário 2014-2010 representa o maior envelope de financiamento de apoio ao desenvolvimento económico e à geração de emprego para os próximos sete anos e defende a necessidade de promover as Pequenas e Médias Empresas para que possam melhorar o seu «perfil de risco de crédito, orientadas para as exportações».

«Os novos fundos estruturais terão uma maior componente de fundos comunitários reembolsáveis, que serão alavancados através de uma instituição financeira de desenvolvimento que garantirá a permanência destes reembolsos na economia para além de 2020», explicou o secretário de Estado das Finanças, reiterando que o quadro comunitário desempenhará um papel «centrado no reforço do capital humano e na competitividade das empresas produtoras de bens e serviços transacionáveis».

Segundo Manuel Rodrigues, no primeiro trimestre deste ano, Portugal foi um dos países que mais aumentou as suas exportações, nas quais os mercados extracomunitários estão a crescer a um ritmo de 20% ao ano.

O II Fórum Empresarial do Algarve que decorre no Hotel Tivoli Victoria, em Vilamoura, desde sexta-feira passada, termina hoje.

No evento, participaram mais de 300 líderes empresariais e políticos, nacionais e estrangeiros.