Angela Merkel destacou esta sexta-feira os «progressos» registados em todos os países da União Europeia (UE) com dificuldades para superar a crise global e ratificou o compromisso de Berlim com o euro.

«Os défices baixaram notavelmente, também na Grécia», referiu a chanceler na abertura da tradicional conferência de imprensa antes das férias de verão e desta vez orientada para as eleições de 22 de setembro.

Merkel referiu os progressos registados pelo ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, na viagem que fez quinta-feira a Atenas e insistiu que em «todos os países» especialmente endividados conseguiu-se um alívio da pressão sobre os juros das respetivas dívidas soberanas.

«A Irlanda pode voltar a financiar-se sozinha», sublinhou Merkel, que reafirmou a convicção de à «Alemanha só lhe correm bem as coisas quando as coisas correm bem ao conjunto da Europa».

A chanceler sublinhou o «esforço comum» realizado com o conjunto dos países da UE e concretamente da zona euro.

Tentando fazer um balanço da legislatura que termina a 22 de setembro com as próximas eleições, Merkel considerou que o governo que liderou foi «o melhor que a Alemanha teve desde a reunificação» (1990).

«Disse-o há uns meses e continua a ser válido», indicou Merkel referindo-se à coligação de governo da União Democrata Cristã (CDU), que dirige, da União Social Cristã da Baviera (CSU) e do Partido Liberal (FPD).