O ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Luís Marques Guedes, disse esta quinta-feira esperar que a atual situação política «não provoque nenhum atraso» na aplicação das medidas acordadas no programa de ajustamento.

Marques Guedes falava na conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros, dois dias depois do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, ter anunciado que tinha pedido a demissão.

Depois de uma reunião na quarta-feira com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, Paulo Portas voltou a reunir-se com o chefe do Governo, no sentido de resolver o impasse político.

Questionado se a atual situação política poderá levar ao atraso da aplicação das medidas acordadas entre Portugal e a 'troika', Marques Guedes afirmou: «No interesse nacional, espero que não, que isso não provoque nenhum atraso».

O ministro acrescentou que espera «que seja possível superar essas dificuldades e retomar os calendários normais e que não haja perturbação».