François Hollande mostrou-se convencido na noite de quarta-feira que a crise foi superada na zona euro e não se repetirão as tensões nos mercados dos últimos anos.

Num jantar com um grupo de jornalistas, Hollande reiterou a ideia de que a França saiu da recessão e admitiu que a fase de crescimento chegará antes de 2014, disse hoje à «France Info» uma jornalista que esteve presente no convívio, citada pela Efe.

De acordo com François Hollande, a França saiu «da crise do euro» que sacudiu os países periféricos (Espanha, Portugal, Grécia e Itália) e não espera «nada de grave este verão».

O líder socialista definiu a sua linha política como «reformista», que se desmarcou de «uma política mais à esquerda, com protecionismo e desequilíbrio nas contas», mas também de uma política de direita que suprimiria as 35 horas de trabalho semanais ou subiria a idade da reforma para 65 anos (atualmente nos 62).

O Presidente disse que quer fazer uma verdadeira reforma no sistema de pensões, prevista para as férias de verão, e que a sua prioridade é trabalhar com olhos postos na próxima década em França.

Hollande sublinhou que quer «uma França soberana, independente, dinâmica e ecológica», mas sobretudo «solidária», que possa superar «as disputas religiosas e os problemas de pensão».

O Presidente francês, que há meses tem os níveis mais de popularidade da história, reconhece que isso não vai melhorar porque não houve resultados em termos de crescimento económico e emprego.