O ministro das Finanças grego, Yannis Sturnaras, não exclui que no próximo ano seja necessário impor novas medidas de austeridade, perante um défice financeiro de 500 milhões de euros em 2014, defende Sturnaras numa entrevista hoje publicada pelo jornal grego Ta Nea, citado pela Lusa.

O ministro insiste, no entanto, na recusa em relação a qualquer corte generalizado de pensões e salários, como também considera que não estão certos os cálculos da troika, que preveem que o défice de financiamento da Grécia será de cerca de 2.500 milhões de euros em 2014.

Apesar de recusar cortes generalizados das pensões, Sturnaras admite que haverá reduções das prestações sociais.

«Reconhecemos que precisamos de 500 milhões de euros, em comparação com os 2.500 milhões da troika. Mas estes 500 milhões têm que proceder de alguma parte. E tendo em conta que o problema do ¿buraco¿ é dos fundos da Segurança Social, será aí onde é preciso ir buscar», reconheceu.

Nos últimos três anos, já se aplicaram grandes cortes nas pensões e os rendimentos dos pensionistas diminuíram cerca de 30%.

No início de novembro, a equipa da troika retoma a avaliação das contas gregas, desta vez centrada nos cálculos orçamentais do próximo ano.

O Orçamento do Estado para 2014 já inclui poupanças adicionais de cerca de 4.000 milhões de euros, o que poderia deixar o 'buraco' em 1.000 milhões.