O Governo grego prevê um ligeiro crescimento económico para 2014, mas vai manter a austeridade e os cortes, com mais impostos e menos despesa pública, segundo os princípios gerais que serão debatidos a partir de segunda-feira.

A despesa primária, que não inclui o pagamento de juros da dívida, deverá descer 3.200 milhões de euros, passando para 41.400 milhões.

As receitas devem crescer 1.500 milhões de euros e atingir 45.100 milhões, uma subida conseguida através de um aumento do imposto sobre o rendimento e dos impostos sobre a propriedade.

Os cortes de gastos mais acentuados registam-se na segurança social e na assistência na saúde, com menos 2.200 milhões, áreas em que o Governo pretende conseguir poupanças de cerca de 500 milhões de euros em salários e pensões.

O Governo do primeiro-ministro Antonis Samaras espera que o excedente primário, sem o pagamento dos juros, atinja 2.800 milhões, o que representa 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), depois dos 300 milhões previstos para este ano.

O executivo grego prevê um défice público abaixo de 3%.

Antes da sua aprovação definitiva em novembro, a proposta deverá integrar algumas alterações, à medida que forem sendo conhecidos os dados da execução orçamental e depois da supervisão da Comissão Europeia.