O ministro da Presidência disse hoje que o Conselho de Ministros de sábado pretende aproveitar «os holofotes» internacionais que estarão apontados para Portugal para mostrar a estratégia de médio prazo do país, que deixa de «estar ligado à máquina».

«No espaço mediático internacional haverá uma atenção natural sobre o encerramento do programa português, o Governo português pretende aproveitar esses holofotes para dar conhecimento em termos mediáticos daquilo que é a estratégia das reformas a médio prazo», afirmou o ministro da Presidência, Luís Marques Guedes.

Recusando as acusações de propaganda que têm sido feitas pela oposição, Marques Guedes reconheceu que, apesar do dia 17 de maio ser apenas uma data, «assinala a saída, o fim formal do programa e a saída de Portugal dessa situação, de estar ligado à máquina, ver as suas finanças assistidas permanentemente por empréstimos».

Na reunião extraordinária do Governo, que irá decorrer na Presidência do Conselho de Ministros a partir das 09:30, será aprovada a estratégia das reformas de médio prazo, que está descrita num documento intitulado «Caminho para o crescimento» que originalmente foi escrito em inglês, já que foi «todo feito para ser apresentado aos mercados internacionais».

«É essencialmente matéria virada para os mercados internacionais e para favorecer e facilitar o retorno com normalidade, o acesso com normalidade do Estado português aos mercados internacionais», precisou o ministro da Presidência.

Ainda segundo Marques Guedes, para aproveitar os «holofotes» que nesse dia estarão apontados para Portugal o 'briefing' a realizar com os jornalistas no final da reunião do Governo terá um «figurino diferente do habitual», na medida em que também serão convidados a estarem presentes os correspondentes internacionais.

Além disso, continuou, depois das perguntas dos jornalistas portugueses será aberto um espaço para perguntas em língua estrangeira «para potenciar a mensagem que possa ser dada nos órgãos de comunicação social estrangeiros».

Sobre as acusações de propaganda e eleitoralismo que têm sido feitas pela oposição, o ministro da Presidência lembrou que os deveres de neutralidade e imparcialidade que os partidos agora dizem que o Governo não está a cumprir têm de ser observados desde o dia em que são marcadas as eleições e não apenas em período de campanha eleitoral.

E, recordou, desde o dia em que foram marcadas as eleições para o Parlamento Europeu, ou seja, 21 de março, já se realizaram 11 Conselhos de Ministros, 3 dos quais extraordinários.

«Nunca se tinha ouvido por parte da oposição qualquer remoque», sublinhou, ressalvando que, antes, pelo contrário, o que se ouvia da oposição era a exigência que o Governo anunciasse antes das eleições de 25 de março as medidas para 2015 e apresentasse o Documento de Orientação Estratégica.

«Se há ação de propaganda é dos partidos que fazem essas sugestões e que estão envolvidos no combate politico da pugna eleitoral e ao à qual o Governo é alheio e o Conselho de Ministros é totalmente alheio», enfatizou.