A privatização da TAP não tem qualquer calendário fixado uma vez que «formalmente» o processo não foi reiniciado, afirmou esta quinta-feira o secretário e Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro.

«O processo [de privatização da TAP] só é reiniciado se e quando o Conselho de Ministros decidir», disse o governante, na conferência de imprensa acerca do Conselho de Ministros de hoje.

Sérgio Monteiro acrescentou que o Governo «continua a verificar» as condições de mercado para avançar com a privatização e que «gostaria de criar as condições para reiniciar o processo até ao final do ano».

Segundo o governante, não houve recentemente apresentação de propostas «uma vez que o processo de privatização não foi reiniciado».

O secretário de Estado lembrou que esta privatização decorre do memorando da troika e é também «uma necessidade da empresa» que não tem meios financeiros suficientes para poder explorar potenciais novos mercados.

Há menos de duas semanas, à margem da apresentação do projeto do novo terminal de cruzeiros do Porto de Lisboa, Sérgio Monteiro afirmou a «vontade firme» do Governo de «continuar a pôr na frente da agenda» a privatização da TAP, mas ressalvou que para o avanço no processo é necessário um novo decreto-lei.

«Precisaremos sempre de ter uma decisão preliminar em conselho de ministros, um novo decreto-lei que aprove as regras da privatização, e isso ainda não aconteceu», disse na altura Sérgio Monteiro.

O secretário de Estado dos Transportes acrescentou ainda que os «assessores financeiros» do Governo, a par do consultor do executivo para as privatizações, António Borges, «têm estado a fazer a avaliação das condições de mercado» e «a falar com os potenciais concorrentes por todo o mundo».